Dia da Criança


O Dia da Criança de 2010 começou cedo, logo às 5h40 da matina já estávamos no alto do Morro Santa Tereza curtindo o sol despontar. Iluminando aos poucos as flores que surgiram com a primavera nos campos altos de Porto Alegre.

Sem Terrinhas e os Sem Morrinho

Havia poucas horas para deixar pronta a estrutura planejada para a recepção dos centenas de Sem Terrinha que visitariam as vielas do Morro, nesta data querida, para conhecer seu companheirinhos da cidade, que compartilham mobilizações e lutas por direitos tão óbvios, mas quase sempre desprezados.

 


…::::Fotos Eduardo Seidl:::.

 

 

 

O Morro Santa Tereza foi escolhido para esta visita por ser objeto de um destacado capítulo da história do estado neste ano. Este governo que finda, tentou vendê-lo, mas as milhares de famílias que ali vivem não deixaram, protagonizando um lindo exemplo de coletivismo, solidariedade e autonomia comunitária. Defenderam suas histórias de vida com força de gigantes.

Gigantes? Bueno. A relíquia desta área, a vista privilegiada que envolve o Guaíba, ilhas, os morros do sul da cidade, centro da capital com os tradicionais contornos do Gasômetro, Centro Administrativo, Catedral, é a principal riqueza especulada pelas construtoras.

Sendo assim, após algumas conversas com o Movimento, decidimos que seria uma boa ocasião de construir uma câmera fotográfica gigante. Para mostrar aos pequenos visitantes e marcar aos locais o valor desta vista de forma impactante. Uma câmera do tamanho da importância pessoas.

Esta pinhole gigante também tem a função didática de iniciar esta criançada no envolvimento com a fotografia. Ferramenta fundamental para atores de lutas importantíssimas para o país. A fotografia como marco de memória para estas gerações.

A câmera pinhole consiste em uma câmara escura, dotada de um orifício em uma das faces, que permite que os raios de luz entrem e se projetem na face oposta, mostrando o ambiente externo desta câmara.

Alguns perguntavam: – Por que a imagem está de cabeça para baixo? A luz só se propaga em linha reta, não faz curva. Sendo assim, o raio de luz que vem do céu, passa pelo orifício e marca a parte inferior do painel. O raio de luz que sai do chão, próximo a camera, passa pelo orifício no centro da face desta “caixa” marcando a parte superior do painel.

Outros se atravessavam: – Onde está o filme fotográfico? Esta é uma segunda fase. A fotografia acontece simplesmente com este simples mecanismo. O filme ou outra superfície sensível serve para perpetuar aquele fenômeno físico da luz. É um complemento, para podermos admirar a fotografia fora da câmara escura.

 

O encontro dos Sem Terrinhas com os Sem Morrinhos encerrou com uma caminhada descendo a Vila Ecológica, em direção aos ônibus, que os levariam a continuidade da programação. Amanhã tem mais. O centro de Porto Alegre estará tomado, todos escutarão os gritos de bravura destes pequenos gigantes.

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