Archive for agosto \27\UTC 2010

Segunda projeção do FestFotoPoa

agosto 27, 2010

Nesta quinta-feira, 26, foi o segundo dia de projeção fotográfica no Quilombo do Sopapo. Parceria com o Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre. A programação teve os trabalhos do Grupo Nudos do Uruguay. Dia a dia, de José Pilone. Sueños, de Solange Pastorino. Histórias, de Suci Vieira e San Antonio de Álvaro Percovich. Na sequência da programação do Fotografia na Tela, foi projetado alguns dos videos produzidos pelos fotógrafos do Ponto, que acompanharam o movimento O Morro é Nosso.

Este trabalhos estão arquivados na biblioteca do Ponto de Cultura. Quem não pode comparecer nestas datas, poderá organizar nova sessão. A sala de projeções está a disposição.

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Chikaoka surpreende no Quilombo

agosto 27, 2010

O fotógrafo Miguel Chikaoka esteve no Ponto de Cultura para ministrar uma oficina de fotografia. Uma parceria entre o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo e a Ação Educativa do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre.

Surpreendeu quando disse, logo no início do domingo 22, que o que menos faríamos seria fotografar. Segundo o educador é necessário perceber e conhecer a luz, antes de começar a apertar botão simplesmente.

Fotografias Eduardo Seidl

A primeira parte da oficina foi um exercício coletivo para a montagem, do que vamos chamar de Pinholoscópio. Um equipamento para se entender o funcionamento de uma câmera fotográfica. Outra surpresa foi quando ele disse que não falaria nada. Todo processo seria utilizando a luz como meio de comunicação. Seria apenas olhar e repetir passo a passo a montagem. Naquela idéia…Quem muito fala, pouco diz!

Todo o processo de montagem foi utilizando papel cartão, papel vegetal, papel alumínio e cola. Sem tesouras, estiletes, réguas ou outras ferramentas. As mãos seriam o padrão de medida e os cortes seriam feitos rasgando os papéis nas marcas das dobraduras.

Das 13 pessoas que estavam participando da oficina, todas conseguiram fazer o equipamento perfeitamente. Diferente de outras vezes que Miguel tentou montar o mesmo aparato utilizando medidas convencionadas por réguas e cortes com tesouras, conforme nos relatou.

O Pinholoscópio empolgou até mesmo fotógrafos experientes. Fez surgir questionamentos apartir da visualização da fotografia acontecendo dentro da câmara escura.

Por quê aparece tudo de cabeça para baixo e invertido?

Aí já estava pronto o segundo exercício, para mostrar a trajetória da luz.

A intenção foi perceber que estamos condicionados a utilizar equipamento que proporcionam imagens sem exigir o entendimento do processo. Isto nos distancia das funções e das infinitas possibilidades da linguagem fotográfica. Com a tecnologia digital na fotografia e com os serviços disponíveis no comercio, estamos condicionados a fazer apenas o estabelecido pela indústria.

Tubo plástico para bobinas de 35mm

O segundo dia, segunda 23, passamos para as pinholes feitas em tubos plásticos de bobinas de filme 35mm. Um formato rápido, fácil, econômico e portátil. A idéia é proporcionar um formato padrão para todos que acompanham a oficina. Oportunizando um diálogo mais igualitário, evitando desperdícios de experiências e material.

Coisa que pode parecer comum para muita gente. A pinhole já é trabalhada por todas as partes, de diferentes formas com vários objetivos. Miguel sugeriu mais uma vez, não procurar fotografias, procurar reconhecer a luz, procurar onde estão as sombras, quais são os tons. Ótimos resultados. Ótimas fotografias apareceram espontaneamente.

Fotografia pinhole do Joel
Fotografia pinhole de Beatriz
Fotografia pinhole do Leandro Anton

Sem luz, no tato e no som

A continuidade, na terça 24, começou sem a luz. Os olhos foram vendados. Explorar uns sentidos, ajuda aflorar outros. O exercício tinha a função de preparar a critividade. Em duplas, com as mãos e comentários, a idéia era descobrir sementes da amazônia, trazidas por Miguel. Formas, tamanhos, texturas, peso. O pincel de luz iria precisar destes detalhes frescos na cabeça.

O pincel de luz tem objetivo de aproveitar aquelas sobras de laboratório, ou eventuais acidentes que ocorram com o papel sensível. Papel velado não vai pro lixo.

Um papel velado, exposto a luz, tem 100% de preto. Um pincel molhado no revelador é capaz de trazer este preto, ou cinzas, conforme for aplicado. Assim como uma semente germina, desabotoando um pendão de raiz para dar início à planta. O pincel de luz, utilizado com criatividade, pode fazer nascer imagens incríveis. Cuidadosamente aplica-se o químico e lentamente vê-se aparecer o traço, assim como tinta. Bueno, as possibilidades são infinitas. Segue apenas três exemplos das obras executadas.

Foram três dias corridos, cheios de novas sensações, tempo curto para explorar todas as possibilidades propostas. Outras oficinas virão para dar continuidade a estes exercícios.

Comunidade apresenta Morro Santa Tereza

agosto 25, 2010


texto de Aline Rodrigues
fotos de Cristina Nascimento

Para que a luta pela moradia e pelo meio ambiente não se apague no Morro Santa Teresa, uma visita às comunidades do local foi realizada no último sábado (21). Movimentos sociais, ambientalistas e indivíduos que estão na defesa do Morro foram recebidos por lideranças comunitárias para conhecer o espaço e a realidade das famílias que vivem ali e são ameaçadas de realocação.

A mata nativa, logo na chegada, foi apreciada junto de umas das vistas mais belas do Guaíba e de Porto Alegre.  Em caminhada pelas comunidades, os visitantes tiveram contato com os moradores e a história das vilas Padre Cacique, Figueira, Vila Gaúcha, Ecológica, Santa Rita e União, que são espaços residenciais e de rica biodiversidade do Morro Santa Teresa.

Outra passagem importante dos participantes foi pelas instalações da Fundação de Atendimento Socioeducativo (FASE), órgão que deu início as mobilizações contra a especulação imobiliária. Neste ano um projeto da governadora Yeda Crusius pretendia alienar a um valor irrisório a área onde a fundação está situada para satisfazer os interesses privados.

Com a permuta, boa parte das 20 mil pessoas que residem no Morro seriam, a contragosto, transferidas de suas casas para outra região da cidade. Mas os moradores, unidos aos movimentos sociais, ambientalistas e entidades sindicais, conseguiram barrar a proposta que estava para ser votada pelos deputados gaúchos.

É por isso que a atividade deste final de semana serviu para consolidar a vitória das comunidades, que estão cada vez mais conscientes do papel que têm como protagonistas da sua história.

Os moradores do Morro Santa Teresa continuam na luta!

Mais algumas imagens da fotógrafa Cristina Nascimento, que não poderiam ficar de fora desta seleção.

Sala lotada com Fotografia na Tela

agosto 20, 2010

A primeira sessão de projeções “Fotografia na Tela” teve um bom público e emocionou. Boa parte já confirmou presença na próxima quinta-feira. Confira a programação.

fotos Eduardo Seidl

Fotografia na Tela teve duas sessões seguidas a pedido dos espectadores. Foram cerca de 20 pessoas no total. Os que chegaram primeiro forma dando lugar para os que  chegavam e para estava no Ponto e não resistiu a curiosidade de assistir os trabalhos selecionados e convidados para o 4’Festival de Fotografia de Porto Alegre. A programação segue na próxima quinta-feira, dia 26, com uma série de 4 projeções fotográficas uruguaias, alem do media metragem Cinema de Dois Toes, do pernambucano Luiz Santos.

Nesta quinta foram exibidos os trabalhos de Alexandre Severo e Roberto Berton de Campinas, Marcos Michael de Recife, Eneida Serrano e Daniel Marenco de Porto Alegre, Tom Lisboa de Curitiba, Alberto Bitar e Dirceu Maués de Belém do Pará.

Para a próxima quinta-feira, dia 26, 18h30, serão 4 trabalhos uruguaios, José Pilone, Solange Partorino, Suci Viera e Álvaro Percovich. Além do média metragem Cinema de Dois Toes, do pernambucano Luiz Santos.

Chikaoka faz oficina aberta em Porto Alegre

agosto 20, 2010

Ação Educativa do FestFotoPoa, em parceria com o Quilombo do Sopapo, traz Miguel Chikaoka para uma oficina neste domingo, dia 22, 14h.

Miguel Chikaoka é fotógrafo e fundador da Associação FotoAtiva de Belém do Pará.
Mestre da fotografia e da educação do olhar, Miguel vai proporcionar um encontro aberto ao público durante a tarde de domingo no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo.
Este encontro será uma oportunidade de conhecer as experiências de Chikaoka com os aparatos artesanais para educação do olhar e percepção da luz. Debater acerca da formação da imagem, do ato fotográfico e das possibilidades que estão a nossa disposição, mas nem sempre percebemos. Tomando a luz como ponto de partida, desde o seu aspecto físico, mensurável, até seu universo simbólico, espiritual.

Miguel vai acrescentar estas sabedorias as práticas de fotojornalismo do grupo de fotógrafos populares do Cristal. Esta atividade faz parte da Ação Educativa do 4’ Festival de Fotografia de Porto Alegre.

Mais informações pelos fones do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. f. 33986788 ou 33980602.

Serviço:
Oficina com Miguel Chikaoka
Onde:
Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. Av. Capivari, 602. Bairro Cristal.
Quando:
Domingo, 22 de agosto, 14h.
Como chegar:
Lotação Cristal.
Ônibus Liberal, Padre Réus, Camaquã, Ponta Grossa, COHAB e Juca Batista 

FestFotoPoa na Tela do Quilombo

agosto 18, 2010

Agosto é o mês da fotografia e o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo terá uma programação especial com a projeção dos trabalhos que participaram do Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre.

Proposto pelo Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre e organizado em parceria com o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, as projeções “Fotografia na Tela” exibirão o melhor da fotografia contemporânea, exposta no Festival lá em abril deste ano. Nova oportunidade para ver grandes fotografias portoalegrenses, recifenses, paraenses e inclusive uruguaias.

O panfleto acima já está circulando em Porto Alegre. Grande atração para os admiradores da fotografia nas próximas duas quintas-feiras. 18h30. Av. Capivari, 602. Bairro Cristal.  Para chegar é fácil. A lotação Cristal sai da Av. Borges e segue pela Av. Pd. Cacique entrando na Av. Capivari. Os ônibus Liberal, Padre Réus, Camaquã, Ponta Grossa, COHAB e Juca Batista saem da Av. Salgado Filho e passam pela primeira parada depois do Big Cristal, no posto Ipiranga. Descendo ali é só atravessar a Praça Alexandre Zachia. O Quilombo do Sopapo é em frente à Praça.